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O QUE É A CONEN?

Na década de 1990, na luta de combate ao racismo e contra os mecanismos de exclusão da população negra advindos do neoliberalismo e da globalização em curso naquele momento no Brasil e no mundo, surgiu a CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras.

É construída a partir de uma articulação das organizações participantes do I Encontro Nacional de Entidades Negras – ENEN, realizado na cidade de São Paulo em novembro do ano de 1991.

O ENEN, resultado da realização em anos anteriores de vários encontros regionais de homens e mulheres negras pelo país, o Sul / Sudeste, o Norte/Nordeste, o Centro/Oeste, representou um momento de aglutinação das novas forças atuantes no movimento negro naquele período. Apontou para a necessidade do fortalecimento da luta de combate ao racismo, por meio de orientações políticas mais precisas e planejadas para a atuação das entidades do movimento negro brasileiro.

A CONEN fundada em 1991, consolidou-se como uma instância nacional e num espaço de construção da unidade na ação das centenas de entidades negras, presentes em todo o território nacional, que acompanham a sua orientação, respeitando a visão política de cada uma delas, as diferenças regionais e a realidade de vida da população negra onde estão localizadas. É marcante a presença da CONEN no cenário nacional e internacional da luta de combate ao racismo.

FIM DA ESCALA 6X1

A população negra ocupa grande parte dos trabalhos mais precarizados do Brasil.


A luta pelo fim da escala 6×1 é também uma luta por dignidade, saúde mental, convivência familiar e qualidade de vida para trabalhadores e trabalhadoras negras.

MANUTENÇÃO DAS COTAS NAS UNIVERSIDADES

As políticas de cotas transformaram milhares de vidas negras no Brasil.


Defender as cotas é defender:


  • oportunidade;
  • acesso;
  • reparação histórica;
  • e o futuro da juventude negra brasileira.

FIM DO GENOCÍDIO DA POPULAÇÃO NEGRA

A juventude negra segue sendo a principal vítima da violência no Brasil.


O genocídio da população negra é consequência direta do racismo estrutural e da ausência de políticas públicas voltadas à proteção da vida negra.

FIM DO FEMINICÍDIO

As mulheres negras estão entre as principais vítimas da violência de gênero no Brasil.


Combater o feminicídio também é combater:


  • racismo;
  • desigualdade;
  • exclusão;
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35 ANOS DE LUTA

A HISTÓRIA DA CONEN

Na luta permanente contra o racismo, a desigualdade racial e todas as formas de opressão sofridas pelo povo negro brasileiro, nasce a CONEN — Coordenação Nacional de Entidades Negras.

 

Construída a partir da articulação das organizações participantes do I Encontro Nacional de Entidades Negras (ENEN), realizado em São Paulo no ano de 1991, a CONEN surge como expressão da necessidade histórica de unidade política do movimento negro brasileiro diante dos desafios impostos pelo racismo estrutural, pela exclusão social e pela ausência de representação da população negra nos espaços de poder.

 

Mais do que uma organização nacional, a CONEN se consolidou como um instrumento coletivo de mobilização, articulação política, formação e resistência do povo negro em todo o território brasileiro. Ao longo de sua trajetória, esteve presente nas principais lutas sociais e políticas do país, contribuindo para o fortalecimento das pautas antirracistas, das políticas de igualdade racial, das ações afirmativas, da defesa dos territórios quilombolas, da valorização da cultura afro-brasileira e da ampliação da participação negra na política institucional.

 

A história da CONEN é construída por milhares de mulheres e homens negros que compreenderam que combater o racismo exige organização, consciência política, atuação coletiva e ocupação dos espaços de decisão.

 

Hoje, diante dos desafios do nosso tempo, seguimos fortalecendo a unidade na diversidade, articulando entidades negras de todas as regiões do país e construindo caminhos para que o povo negro brasileiro ocupe os espaços que historicamente lhe foram negados.

REPRESENTANTES REGIONAIS

Estamos presentes nas 5 regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Para informações de filiação e demais necessidades, acione o seu representante regional.

Acesse o mapa e clique na região para mais informações.

DIRETORIA EXECUTIVA

anos de resistência
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MILITANTES AFILIADOS
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A história da população negra no Brasil é marcada pela resistência, organização coletiva e luta permanente por liberdade, cidadania e direitos. Ao longo de décadas, movimentos, lideranças, organizações e mobilizações populares construíram conquistas fundamentais que transformaram o país. Conhecer essa trajetória é compreender que cada direito conquistado foi resultado da mobilização do povo negro. E que os desafios atuais exigem a continuidade dessa organização, inclusive nos espaços de poder e decisão política.

1926

Centro Cívico Palmares

Primeira organização negra a defender participação política e cidadania da população negra.

 

2022

Titulo

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2022

Titulo

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2023

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2024

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2025

Titulo

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Linha do Tempo

Centro Cívico Palmares

Primeira organização negra a defender participação política e cidadania da população negra.

O Centro Cívico Palmares foi uma das primeiras organizações negras do Brasil a ultrapassar o caráter recreativo das associações da época, colocando no centro do debate a cidadania, a educação e a participação política da população negra. Sua atuação ajudou a construir as bases da organização política negra no século XX.

Fundação da Frente Negra Brasileira

Primeira organização política negra de alcance nacional no Brasil.

A Frente Negra Brasileira tornou-se o principal instrumento de mobilização da população negra nos anos 1930. Além da luta contra o racismo, promoveu educação, assistência social, formação política e atividades culturais, consolidando um projeto nacional de organização e fortalecimento da comunidade negra.

Fundação do Movimento Negro Unificado (MNU)

Manifestação histórica marca a reorganização nacional da luta antirracista.

Criado após um grande ato público nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, o Movimento Negro Unificado denunciou o racismo e a violência policial, tornando-se uma das mais importantes organizações da luta antirracista brasileira e referência para diversas gerações de ativistas.

Racismo torna-se crime na Constituição

Movimento negro conquista reconhecimento constitucional do combate ao racismo.

A Constituição Federal de 1988 reconheceu o racismo como crime inafiançável e imprescritível. A conquista foi resultado da forte mobilização do movimento negro durante o processo constituinte e representou um importante avanço na garantia de direitos e proteção da população negra.

Fundação da CONEN

Nasce uma articulação nacional para fortalecer a luta do movimento negro.

A Coordenação Nacional de Entidades Negras surgiu a partir do I Encontro Nacional de Entidades Negras (ENEN), reunindo organizações de todo o país em torno de uma agenda comum de combate ao racismo, promoção da igualdade racial e fortalecimento da participação política da população negra.

Marcha Zumbi dos Palmares

Mais de 30 mil pessoas levam a pauta racial ao centro do debate nacional.

A Marcha Zumbi dos Palmares reuniu milhares de pessoas em Brasília para denunciar o racismo e exigir políticas públicas voltadas à população negra. O ato tornou-se um dos maiores marcos da mobilização negra contemporânea e influenciou decisões futuras do Estado brasileiro.

Conferência Mundial de Durban

Movimento negro fortalece a luta internacional contra o racismo.

A Conferência de Durban, na África do Sul, consolidou o reconhecimento internacional do racismo como problema estrutural. A participação brasileira fortaleceu o debate sobre ações afirmativas e impulsionou políticas públicas de igualdade racial nos anos seguintes.

Eleição de Luiz Inácio Lula da Silva

Novo ciclo político amplia espaço para pautas históricas do movimento negro.

A eleição de Lula abriu uma nova fase de diálogo institucional entre governo e movimento negro. Diversas políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial foram implementadas ou fortalecidas, ampliando a presença da pauta racial na agenda nacional.

Lei 10.639 e Criação da SEPPIR

Educação antirracista e políticas públicas entram na agenda nacional.

O ano de 2003 marcou importantes conquistas para a população negra com a criação da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e a aprovação da Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas brasileiras.

 

Reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva

Continuidade das políticas sociais fortalece avanços na promoção da igualdade racial.

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva consolidou um ciclo de fortalecimento das políticas públicas voltadas à inclusão social e à promoção da igualdade racial. Com a atuação permanente do movimento negro, ampliaram-se iniciativas como as ações afirmativas, o fortalecimento da SEPPIR, o diálogo com a sociedade civil e a implementação de políticas voltadas ao enfrentamento das desigualdades raciais.

Eleição de Dilma Rousseff

Continuidade das políticas de inclusão e promoção da igualdade racial.

A eleição da primeira mulher presidente do Brasil consolidou a continuidade de importantes programas sociais e ações afirmativas. O período foi marcado pela manutenção do diálogo com movimentos sociais e pela ampliação de políticas voltadas à inclusão social.

 

Estatuto da Igualdade Racial

Brasil aprova marco legal para promoção da igualdade racial.

Resultado de décadas de mobilização do movimento negro, o Estatuto da Igualdade Racial estabeleceu princípios, direitos e diretrizes para combater a discriminação racial e promover a inclusão da população negra em diversas áreas da sociedade brasileira.

Lei de Cotas

Universidades federais passam a reservar vagas para estudantes negros.

A Lei de Cotas ampliou o acesso da população negra ao ensino superior público. Considerada uma das maiores políticas de inclusão social da história do Brasil, a medida transformou a realidade de milhares de jovens e fortaleceu a luta por igualdade de oportunidades.

Marcha Nacional das Mulheres Negras

Mulheres negras ocupam Brasília em defesa de direitos e justiça social.

A marcha reuniu dezenas de milhares de mulheres negras de todo o Brasil para denunciar o racismo, o sexismo e a violência. O ato tornou-se um marco histórico da luta das mulheres negras e fortaleceu pautas relacionadas à igualdade, dignidade e participação política.

3º mandato presidencial Luiz Inácio Lula da Silva 

Mobilização democrática derrotou a extrema direita e fortaleceu a defesa dos direitos sociais.

A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, representou um momento decisivo para a democracia brasileira. O movimento negro teve papel fundamental na construção de uma ampla frente democrática contra o avanço da extrema direita, mobilizando territórios, organizações e lideranças em defesa da Constituição, dos direitos sociais e da retomada das políticas de promoção da igualdade racial.

Ministério da Igualdade Racial

Movimento negro conquista novo espaço estratégico dentro do governo federal.

A criação do Ministério da Igualdade Racial representou o reconhecimento da importância das políticas voltadas à população negra. A medida fortaleceu a capacidade institucional do Estado para desenvolver ações de combate ao racismo e promoção da igualdade.

O passado nos trouxe até aqui.
O futuro depende das escolhas que fazemos agora.

Cada conquista apresentada nesta linha do tempo nasceu da organização, da resistência e da mobilização do movimento negro brasileiro.

Direitos não são permanentes. Eles precisam ser defendidos, fortalecidos e ampliados.

É por isso que a CONEN segue articulando entidades, lideranças e movimentos sociais em todo o país, fortalecendo a luta por igualdade racial, justiça social e maior representação política da população negra. Porque quando o povo negro se organiza, o Brasil avança.

Porque quando o povo negro se organiza, o Brasil avança.

PAUTAS DA CONEN NO MOVIMENTO NEGRO

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